
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Vida na Internet no Barreiro

domingo, 7 de fevereiro de 2010
Felicidade Interna Bruta
Estava a ler o jornal no outro dia e encontrei, por acaso, uma notícia sobre a Felicidade Interna Bruta.Em determinada altura leram-me as mãos e disseram-me que, pelas linhas das mãos, eu devia ser uma pessoa feliz. E o curioso é que é verdade, é assim que me considero, uma pessoa feliz. Mas nunca tinha pensado qual seria o meu nível de Felicidade Interna Bruta e nem sequer conhecia o conceito.
Se o conceito foi fácil de encontrar, descobrir qual o escalão de felicidade em que me encontro não foi assim tão simples. É que a felicidade não é mensurável, ou, pelo menos, não é comparável. O que para mim pode ser um factor de incremento da felicidade, para outros poderá não o ser, o que, no fim, baralha a análise.
Se assim é, então porque é que me considero uma pessoa feliz? Bem, primeiro porque sou optimista. E os optimistas têm uma forte tendência para serem mais felizes que os pessimistas. É a velha história do copo meio vazio ou meio cheio. Se olharmos para o copo e pensarmos – já está meio vazio – associamos ao fim da bebida. Se olharmos e pensarmos – ainda tenho metade para beber – estamos a aproveitar, ao máximo, o que nos resta para beber. Parece-me óbvio. Poderia estar aqui umas quantas horas a dar exemplos de como a forma de olharmos para os acontecimentos influencia a maneira como os vivemos.
De um autor que desconheço, li, há uns dias, uma frase interessante sobre este mesmo tema – Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada. Lá está, a forma como olhamos as coisas condiciona-nos.
Outro exemplo do que acabei de dizer apareceu hoje nas notícias. Em Washington está a cair um dos maiores nevões dos últimos 90 anos, sendo que a altura de neve está a aumentar cerca de 5 cm por hora. Apareceram várias pessoas a queixar-se, da neve, de terem de ficar fechados em casa e sabe-se lá mais do quê. Um senhor, de meia-idade, disse apenas, com um grande sorriso, “estamos a assistir à História”.
Além de optimista, gosto de me rir. Primeiro de mim. Sempre que faço algum disparate, ou me acontece alguma coisa ridícula, sou a primeira a rir-me de mim e a contar aos outros para que se possam rir também. Só assim me sinto com legitimidade para me rir dos outros. E rir sabe tão bem!!! Parece um cliché mas é verdade. Faz menos rugas que estar sorumbático, e contagia mais depressa quem está perto de nós.
Importa também concentrarmo-nos no que temos de bom na vida. E acreditem, há sempre alguma de coisa de bom. Se pensarmos primeiro nas coisas boas e depois nas coisas más, elas, as más, vão-nos parecer menos significativas que as boas. É às boas que devemos dar importância e é com elas, as coisas boas da vida, que nos devemos deitar todos os dias. Se assim for, de certeza que, no dia a seguir, acordamos com as coisas boas na memória e com as más relegadas para terceiro ou quarto plano.
Não querendo parecer egoísta, é também importante que eu me sinta bem, que faça o que gosto e que me preocupe em atingir os objectivos a que me propôs (seja em que campo for). Se assim for, sentir-me-ei melhor do que se estiver a fazer algo que não queira ou não goste.
Sem querer fazer um tratado de auto ajuda, ou coisa que o valha, estas são as minhas formas de aumentar a minha Felicidade Interna Bruta. Cabe, a cada um de vós, descobrir qual a forma que deve usar, sendo certo que o importante é ser feliz. Como dizia o saudoso Raul Solnado “façam o favor de ser felizes”
Felicidade Interna Bruta (FIB) ou Gross National Happiness (GNH) é um conceito de desenvolvimento social criado em contrapartida ao Produto Interno Bruto (PIB).
O termo foi criado pelo rei do Butão Jigme Singye Wangchuck, em 1972, em resposta a críticas que afirmavam que a economia do seu país crescia miseravelmente. Esta criação assinalou o seu compromisso de construir uma economia adaptada à cultura do país, baseada nos valores espirituais budistas. Tal como vários outros valores morais, o conceito de Felicidade Interna Bruta é mais facilmente entendido a partir de comparações e exemplos do que definido especificamente.
Enquanto os modelos tradicionais de desenvolvimento têm como objectivo primordial o crescimento económico, o conceito de FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o desenvolvimento material são simultâneos, complementando-se e reforçando-se mutuamente. Os quatro pilares da FIB são a promoção de um desenvolvimento socioeconómico sustentável e igualitário, a preservação e a promoção dos valores culturais, a conservação do meio ambiente natural e o estabelecimento de uma boa governação. (retirado da Wikipédia)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Vida na Internet e Traços do Destino no Porto

As autoras, Magda Luna Pais e Vera Sousa Silva, e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de apresentação dos livros “Vida na Internet” e “Traços do Destino” a ter lugar no Ateneu Comercial do Porto, sito na Rua Passos Manuel, 44, Porto, no próximo dia 30 de Janeiro, pelas 16:00.
Obras e autoras serão apresentadas pelo Dr. Ivo Dias Sousa e pelo escritor José Ilídio Torres, respectivamente.
Vida na Internet
(Ensaio)
Sinopse: “Vida na Internet” é o primeiro livro autónomo de Magda Pais, que compila as experiências que a autora viveu, ou que lhe foram relatadas por terceiros, enquanto internauta e frequentadora assídua de blogues e sites de literatura, dando-nos a sua visão pessoal das realidades sociais associadas. Encontramos ainda, neste livro, algumas explicações técnicas, dadas de forma acessível, permitindo, ao leitor, esclarecer dúvidas ou levantar questões sobre as quais nunca terá pensado.
Traços do Destino
(Contos)
Sinopse: Vera Sousa e Silva relata-nos, em linguagem fácil mas profundamente humana, as emoções com que constrói cada uma das suas personagens e lhes empresta um cunho de autenticidade. (do Prefácio, por Vítor Cintra)
Sobre as Autoras:
Magda Luna Pais/Pedra Filosofal nasceu em 1969 no Barreiro. É casada e mãe de dois filhos. Foi sempre uma leitora assídua, e nunca pensou em escrever até encontrar o site www.luso-poemas.net que veio alterar parte da sua vida. Deste site, onde exerce funções de moderadora, e do qual foi administradora, saíram novos amigos e ideias para este livro. Tem o seu próprio blogue http://stoneartportugal.blogspot.com, onde, para além dos seus textos, divulga textos de outros autores. Participou na Antologia Luso-poemas 2008, editado pela Edium Editores e na colectânea “A arte pela escrita”, editada pela ArtEscrita.
Vera Sousa Silva nasceu em Lisboa, a 27 de Janeiro de 1974. Em 2007 lançou o seu primeiro livro de poesia "Pétalas Soltas" pela Corpos Editora e, em Fevereiro de 2009, "Amar-te em Silêncio", pela Edium Editores. Em 2007 participou na antologia de poesia do site Luso-Poemas no género poesia e, em 2008, com prosa poética. Escreve com assiduidade no seu blog (www.prosas-e-versos .blogspot.com) e no site de poesia: www.luso-poemas.net. No mesmo site participou em alguns concursos, vencendo em Dezembro de 2006 o Concurso “Poema de Natal” e em Junho de 2008 o “Concurso do Vinho”, ambos na vertente de poesia, o que, desde 2006, lhe valeu o direito a condição de Membro de Honra.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novocor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 13 de dezembro de 2009
Agradecimentos
domingo, 6 de dezembro de 2009
Vida na Internet
Foto de Miguel Pais“Vida na Internet” é o primeiro livro autónomo de Magda Pais, que compila as experiências que a autora viveu, ou que lhe foram relatadas por terceiros, enquanto internauta e frequentadora assídua de blogues e sites de literatura, dando-nos a sua visão pessoal das realidades sociais associadas. Encontramos ainda, neste livro, algumas explicações técnicas, dadas de forma acessível, permitindo, ao leitor, esclarecer dúvidas ou levantar questões sobre as quais nunca terá pensado.

A autora, Magda Luna Pais/Pedra Filosofal, e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de apresentação do livro “Vida na Internet” a ter lugar no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa, no próximo dia 12 de Dezembro, pelas 19h. Obra e autora serão apresentados pelo Dr Ivo Dias de Sousa. A sessão contará ainda com momentos musicais por Sandra Rodrigues.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Deficiências
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Resquícios de uma paixão
Reparei em ti...
pela penumbra do toldo
do café da Praça Grande.
Desde logo
equacionei algo...
muito diferente
do anteriormente
perspectivado.
Idealizei-te em sonhos
de nuvens pinceladas
entre flocos de luz.
Meus olhares
se situaram
numa insistência
sem sentido...
Facto por ti
reprovado,
pelo teu afastamento...
sem mácula!
Mas eis que sorris
e as estrelas brilham
em cores de suave primavera.
Passaste lesta
pelos meandros
da minha vida.
Teu rasto
se desvaneceu,
com indiferença.
Foste passagem,
de todo,
despercebida!...
Mas ficou a lembrança
guardada no meu peito
que te reclama na saudade.
Vera Sousa Silva & António MR Martins

Os autores, António MR Martins e Vera Sousa Silva, e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento dos livros “Quase do Feminino” e “Traços do Destino” a ter lugar no Auditório do Campo Grande, 56, Lisboa, no próximo dia 28 de Novembro, pelas 16:00. Obras e autores serão apresentados por Catarina Boavida e Carlos Teixeira Luís, respectivamente.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
(in)justiça

Estamos em Novembro de 2009. Passaram-se 16 meses e esta acção que, por envolver uma menor, deveria já ter tido o seu desfecho, pouco ou nada avançou desde que foi entregue.
Infelizmente basta olhar para as notícias dos jornais ou falar com alguns advogados para sabermos que este caso não é único. Quase todas as acções judiciais, envolvam menores ou não, no nosso país, demoram anos nos tribunais, avançando a um passo demasiado lento.
Como é do conhecimento geral, o tempo, para as crianças, é diferente do nosso. Razão pela qual acredito, mas corrijam-me se estiver enganada, que as acções judiciais que envolvem menores que possam estar em risco, devem ser analisadas e julgadas com a maior brevidade, de modo a se evitar que continuem em situações que ponham em causa a sua segurança, saúde e bem-estar. Só agindo de forma rápida é que se pode contribuir para que o comportamento do menor envolvido seja moldado de forma a se tornar um adulto consciente e responsável. Infelizmente, na maioria dos casos, quem pode, de alguma forma, ajudar a resolver os problemas dos menores – os tribunais - é inoperante e burocrático quando deveria ser rápido e eficaz.
Num estado de Direito como Portugal, que subscreveu a convenção sobre os direitos da criança e que se considera democrático e desenvolvido, é de lamentar que os tribunais funcionem desta forma, não ajudando os cidadãos que a eles recorrem para resolverem os problemas que lhes surgem e para as quais não encontram solução, principalmente quando estão em causa crianças e jovens que serão os adultos de amanhã.
Ouve-se falar, várias vezes, que, em Portugal se respeita o interesse superior das crianças, tal como determina a Convenção mencionada acima. Ora, eu então pergunto, onde é que o interesse superior das crianças está a ser tido em conta se os processos judiciais que as envolvem demoram anos a ser julgados? Onde é que a família está a ter a assistência necessária para promover o bem-estar da criança se os Tribunais Portugueses são inoperantes e burocráticos, não se pronunciando, em tempo útil, sobre as acções que lhe são entregues, tendo em vista zelar pelo bem-estar de menores que se acredita estarem a ser negligenciados?
* Os nomes são falsos, a situação é, infelizmente, real.
Notas técnicas:
De acordo com lei portuguesa, uma criança está em risco quando se encontra numa das seguintes situações: abandonada ou vive entregue a si própria; sofre maus-tratos físicos ou psíquicos ou é vítima de abusos sexuais; não recebe os cuidados ou a afeição adequados à sua idade e situação pessoal; é obrigada a actividades ou trabalhos excessivos ou inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento; está sujeita, de forma directa ou indirecta, a comportamentos que afectem gravemente a sua segurança ou o seu equilíbrio emocional ou assume comportamentos ou se entrega a actividades ou consumos que afectem gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento sem que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto se lhes oponha de modo adequado a remover essa situação.
A convenção sobre os direitos da criança (assinada por Portugal a 26 de Janeiro de 1990), determina que crianças são todos os seres humanos com idade inferior a 18 anos, salvo se, nos termos da lei que lhe for aplicável, atingir a maioridade mais cedo.
Considera ainda esta convenção que a família, elemento natural e fundamental da sociedade e meio natural para o crescimento e bem-estar de todos os seus membros, e em particular das crianças, deve receber a protecção e a assistência necessárias para desempenhar plenamente o seu papel na comunidade, devendo todas as decisões relativas a crianças, adoptadas por instituições públicas ou privadas de protecção social, por tribunais, autoridades administrativas ou órgãos legislativos, ter, primacialmente, em conta o interesse superior da criança.
Diz ainda a Declaração dos Direitos da Criança de 1959, que Portugal, enquanto membro da ONU, também subscreveu, que todas as crianças terão direito a protecção especial e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidades e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Um quadro paralelo
Foto de Karolos Trivizas 


