quarta-feira, 30 de julho de 2008

Sétimo Vão


No sétimo vão tenho pão e vinho sobre a mesa, a mágoa acontece, e eu digo que o céu é um pano mal esticado.
Recordo o céu desta viagem, onde era suposto os peixes beijarem-se na boca, e talvez o horizonte seja um risco de faca. Existe um segredo que em nós santifica, no dia em que se descobriu o amor, e as rosas deveriam nascer nos peitos das mulheres.
Flávio, se digo que sangue é poesia, cada poema é um filho teu, digo-te também que desenhas palavras como quem inventa um silêncio a precisar de ser renovado.
De nada vale a solidão se não poder adormecer no fim da praia, enquanto me lês uns versos do Aleixo e quando um velho piano tocar, esgotam-se os minutos e há todo um desassossego que espera.
Nunca digas adeus. Some-te por entre o nevoeiro...

Este texto foi construído de alguns dos títulos dos textos do nosso Flávio Silver e que estão no livro que ele editou, chamado “Sétimo Vão”. Um livro que recomendo a todos com conhecimento de causa. Quer por conhecer o Flávio e a sua escrita daqui do Lusos, mas também porque já tive oportunidade de o ler.

Quem quiser adquirir este livro pode fazê-lo através de e-mail para
flaviolopesdasilva@sapo.pt.

2 comentários:

  1. flavio lopes da silva4 de agosto de 2008 às 18:36

    olá pedra filosofal, obrigada pelo apoio que tens dado a todos os lusopoetas.
    agradeço em meu nome e em nome de todos os poetas.


    bjs.

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  2. Um livro realmente a não perder!

    Beijinhos Pedrinha e Flávio

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Por falta de tempo nem sempre poderei retribuir a sua visita ao meu espaço, mas agradeço-a desde já.