terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ensaio sobre um ensaio

Foto de Todd Laffler
“O ensaio cresce no quintal...
Que irei colher?
Talvez uma mão cheia de palavras daninhas…
Lamentos, perdas, sombras, amuos
Enfim, tudo germina Nesta vida sem estufa…”

Assim comecei!
Primeiro, delineei traços de gente… Suei a compor rostos fragmentados pelo tempo devidamente ungido por mãos que fraquejaram na escolha do melhor enquadramento cénico. Todos presentes, até Deus! Sem falas, sem maquilhagem… apenas sorvíamos pedaços de inquietude. E eis que irrompe a famigerada ordem de acção… Nem pano, nem palco, nem cadeiras… Apenas terra e um ponto.
Assim começou!
Era o fim de um dia radioso, mas seu fim já nem me lembro. Desfoco momentos, subtraio sorrisos, baralho saudades… Tentarei repetir-me na adjectivação sumária, pois se semeio vontades alheias talvez ache a mais certa. E não é fantástico? Bater palmas, na antecâmara dos meus medos, será um acto devidamente fundamentado. Todos estarão presentes, até Deus!
Assim começará o ensaio….

Cristovão Siano (também conhecido por Freudnaomorreu)

2 comentários:

  1. Um bom texto do Freud...

    Com sabor o Q.B. e movimento permanente que prende o leitor.

    Um abraço ao Freud e um Bj à Pedra
    Luis

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  2. Uma bela escolha Pedrinha!
    O Freud tem a capacidade de nos prender a um texto do início ao fim!

    Beijinhos

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Por falta de tempo nem sempre poderei retribuir a sua visita ao meu espaço, mas agradeço-a desde já.